26 de Outubro de 2020

MANAUSFC lamenta a morte do ícone do futebol amazonense, o ex-goleiro Clóvis Aranha Negra

O Manaus Futebol Clube lamenta profundamente a morte do ex-goleiro e maior ídolo da história do Atlético Rio Negro Clube, Clóvis do Amaral Machado, 76, o "Aranha Negra", ocorrida na segunda-feira 12/10, no hospital Delphina Aziz, zona Norte, vítima de Covid-19.
Clóvis escreveu seu nome na história do futebol amazonense graças a defesas épicas, além da emblemática toalha vermelha, que o acompanhou por toda a carreira. Ele completaria 77 anos na próxima terça-feira, dia 20.

“As traves silenciaram. Morreu um dos grandes ícones da história do nosso futebol. Clóvis foi um ídolo no Atlético Rio Negro Clube, mas era um jogador respeitado por todas as torcidas. Uma figura muito querida e que vai deixar muita saudade. Que a família desse ídolo eterno receba o abraço fraterno da família esmeraldina”, disse o presidente do Manaus Futebol Clube, Luis Mitoso.

Carreira

Nascido em Parintins, Clóvis Amaral Machado veio para Manaus ainda criança e começou no futebol como zagueiro da equipe Nazaré, formada por garotos que residiam na avenida Joaquim Nabuco, Centro, conhecida antigamente como Alto de Nazaré. De acordo com o livro Baú Velho, do jornalista e escritor Carlos Zamith, aos 16 anos, Clóvis já atuava na base da extinta equipe do Auto Esporte, comandada por Cláudio Coelho.

O então zagueiro se tornou goleiro quando o titular da função faltou um dos treinos. Clóvis foi “quebrar um galho” e nunca mais deixou as traves. Era o início de uma trajetória gloriosa no futebol amazonense.

Com 18 anos chegou ao time principal do Auto Esporte e em 1962 se mudou para o Atlético Rio Negro Clube. Lá se tornou uma lenda. Além das defesas arrojadas e, muitas vezes milagrosas, Clóvis ganhou o apelido de “Aranha Negra”, por sempre vestir-se de preto, como o goleiro russo Lev Yashin. Além do uniforme, Clóvis também ostentava a famosa toalha vermelha, que se tornou uma espécie de amuleto da sorte, principalmente no clássico Rio-Nal.

Aranha Negra foi titular do Rio Negro até 1970, tendo inclusive participado do jogo de inauguração do estádio Vivaldo Lima diante da Seleção Brasileira, em 1970. Na ocasião, a Seleção Brasileira que conquistaria o tricampeonato enfrentou a seleção amazonense.
Ainda em 1970, Clóvis teve uma passagem pelo time da Rodoviária e retornou ao Barriga-Preta apenas três anos depois. Com problemas físicos e sem espaço na equipe titular, o jogador decidiu se aposentar dos gramados.

A despedida

MANAUSFC lamenta a morte do ícone do futebol amazonense, o ex-goleiro Clóvis Aranha Negra
Foi somente nove anos após ter deixado o futebol, que o Aranha Negra marcou de forma oficial a sua despedida dos gramados. Ele foi convidado pelo Atlético Rio Negro Clube para vestir mais uma vez a camisa preta para enfrentar o Bangu, no estádio da Colina. Apesar do tempo parado, Clóvis não perdera a forma, pois continuava jogando suas peladas. Ele atuou até os seis minutos do segundo tempo, quando deu a volta olímpica sendo aplaudido de pé pelo estádio lotado. A partida terminou 0 a 0. Clóvis saia definitivamente dos gramados para entrar para a história.

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